I

É normal meu bem
Que quando os dias nascem frios desejemos o verão
Que as aguardentes me alegrem, mas me doam pela manhã
É normal que a novela acabe
Mas outra sempre começa na seguinte segunda-feira
Pois nossos dias repetem-se na outridade do ser
Assim como minhas cefaleias
E assim seguimos confusos
Sem vontade de matar
Sem vontade de correr
Por essa distância estranha de Maruípe à tua rua
E, por que não?
Da tua vida à minha

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