II

Pelas noites capixabas percorro aéreas distâncias
Entre as mesas pelas quais passo sem saber
Se quero um beijo, uma cerveja ou minha boca entre tuas coxas
Mas te guardas ainda
Em teu tálamo de precauções
Térrea capricornialidade
E segues batendo a testa contra as paredes de tuas resoluções
Enquanto, na verdade, queres mais do que meu doce bom dia pela manhã
Queres úmidos tremores
A convulsão do gozo que guardas para minhas narinas

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