III

Cubro-me com mantas de longas tertúlias e aprisionado
De sábado a sábado
Pela ansiedade de reencontrar teus olhos emoldurados
Emudeço com sorrisos tímidos
Abro novas estradas nas ruas já há muito postas
E como um desbravador das esquinas de Jardim da Penha te caço
Selvagem
Para que as parcas rodas do destino cruzem teus
Passos marcados
Saturnais
Com as linhas traçadas por minha hermética perseguição

Nenhum comentário:

Postar um comentário