IV

O ônibus passa pelo ponto
Me distancio de teu ninho
Arrastado como a maré vazante de Itaparica sou levado
Aos meus ciúmes e memórias ainda consagradas no incompreensível do ser
No entanto sigo atado aos meus desejos
Aos teus sorrisos e resmungos
Às tuas expressões leitosas que se repetem em minha mente cento e oitenta
e seis vezes por dia
E então me despedaço roto, descabido
A cada noite longe dos teus seios
Qual barco de pesca legado ao capricho das marés
E à inconstância de suas lunações

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