V

Brotam sorrisos de nossas patológicas existências
Se juntos marcamos o compasso das horas
Se nossas manhãs não resumem-se a ‘bons dias’
E nossas noites à perfídia de coitos sem paixão
Pois emaranhados em questões funcionais e jurídicas
Ordenamos nossas alvoradas e crepúsculos
Envolvemos entre nossas coxas muito mais do que o tesão dos transeuntes
Transamos nossas vidas
E estampamos em nossas peles as marcas desses dias
Com aquarelas de sangue e cabernet
O universo fecundo de nossas vontades
Pois só assim nossas vidas vagam
De vagar

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