Borboleta

No azul das telas pintadas
Se foi, com asas de borboleta
Das tardes tingidas em flor
E poeira dos carros a passar
Mergulhada em novos anseios
De um só
Dia a mais para ver
Um pôr-do-sol em laranjas
Rimas de poeta ouvir
Quando aos ouvidos cantavam-lhe
Uma mentira a mais

E aconchegava-lhes ao seio
Só pra não dormir só
A noite que traz o sono
Do prazer e do desencontro
Mas destinação encontrou
Quando embriagada de luz
O vento sua asas deixou
À sombra do amanhecer

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