Negação

Te proponho cervejas
Noites luxuriosas
Ensino a tragar cigarros
E como dançar sambas
Lentos
Teus olhos todavia
Resvalam só pesares
A falta que te faz
Sabe-se-lá-o-quê
E pensas em como é triste
A ausência do sonhar
Enquanto se nega a dormir
Ou como te faltam
Fôlegos de viver
Se te recusas àcordar

De volta aos bares

Agoniza
A noite chacinada em bebedeiras

As beiras de calçadas abrigam ébrios
Imersos em suas íntimas
Melancólicas
Manjedouricas sarjetas

Contrariam
O vento da manhã sem sol
Gélida esperança perdida
Soprando aos seus ouvidos surdos
Despedidas

E andando no anti-horário das famílias
Cruzam com opróbio a desmedida
Ficcional existência
Chamada
vida