Como enamorado à espera de um beijo
Contraia-se, lesma sob sua concha
Rogando a passagens destes dias
Medo e angústias por companhia
Não lhe davam minuto descansável
Ali permaneciam imóveis
Entre o peso de seu coração e o capacho estirado à porta
Arrancava seus cabelos
Com as mãos
Emaranhados entre os dedos
E os subprodutos da masturbação
De nada adiantavam
Aguardava o fim filme
O aparecimento dos letreiros
O ascender daquelas belas voláteis claras luminescentes lâmpadas
Coragem não haveria
Mas quem sabe... um beijo enamorado
Ou mesmo flor borboleta dia
Cores já desconhecidas a lhe causar
Cócegas em narina e risos
Espirros multicoloridos
A povoar sonhos
De primaveras não vividas
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