Femenina

Tão mergulhadas em problemas se apresentam
Olhos borrados qual aguadas de nanquim
Luas minguadas e volúpias incontidas
Ao desbundar das cheias
Teias de mentiras
Palavras vertidas
Incontáveis
Ao ralo jogadas
Pelo nada ouvidos
Dores
Doenças
Prolixas patologias
Que pronto esquecem, risadas
Gritos, pulos, ecos de euforia
Em lábios o batom forma um sorriso
Estampando em boca qualquer
Um dar-se como menina
E receber como mulher

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