Passarinhos

Nossos sonhos e versos
Furtirroubados
Ao som de marchas
Cantares acabrunhados
Virtudes monocromáticas
Passeiam por solo insípido
Com rouxinóis sufocados

Secretados os porquês
Nossos tímpanos se rompem
Sequer o som do tarol
Recusam-se escutar
Ao perceber os reais motivos
Permanecemos assim
Parados

Azulada a liberdade
O entardecer nos condena
À midiocracia gritada
Simulacro de prazer
À venda as ervilhas verdes
Apodrecem nas bancadas
Saberíamos porquês?

Bem-te-viram podados
Os galhos dos jatobás
Desembotando tristezas
Cansados desse silêncio
Só há pena a quem calar
Nas virtuárvores negras
Passarinhos a twitar

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