Fílmico

Derramados os ponteiros sobre a mesa
Costuramos a neblina das marés
Aos pensamentos rosados
Das tardes poentes
Insulares
Quatro de paus e pedras no caminho
Ilusionamo-nos em caixas de sonhos
Com feixes de luzes coloridas
Às costas do cansaço
Engolidos pelo destino
Que não mais guarda a cantiga de roda
Rodamos a ciranda de coletivas roletas
Das avenidas repletas
De motivos vãos dos edifícios
Perseguindo o consumo dos dias
Cobrindo de anseios criados
Ficcionais sonhos meninos

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