Relativerdades

As ganas se perdem com os fracassos
Grandes amores com outros ainda maiores
As modas se refazem com a mudança de estações
Mas na fome não há tendências
Pouco importa se o feijão está por baixo
Ou por cima do arroz
Nas camas, pratos, prateleiras
Ficções criadas em bancos de igrejas
Escritórios bancários e mesas de bar
Mas verdades são relativas
São como o vômito contrariado
De quem bebeu com o copo
Sem beber com a índole
E lagrimam derramadas por amor
Pois mais valia a vida em tempos
Que amar era coisa perigosa
Sendo hoje coisa estúpida
Assim nos resta viver

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