Da calma desses olhos

Da calma desses olhos luz
Miragens perspicazes dentre a paisagem concreta
De obras urbanas
Interrompidas avenidas à sombra lânguida de postes pendentes
Paz
As veias se abrem para a passagem desses anseios
Desejos simples
De não complicações
Vontades voláteis de elementar alado
Miríades de versos livres
No mover de tais pernas braços e cabelos
Faz-se dona da rua
Dos desejos alheios das libertinas ninfetas
Tudo
Desmancha ao teu encontro para refazer-se leve
Toda a vida
Vida inteira no colorido de aguadas leves nebulosas
Fuligem que escapa à chaminé das usinas
E se espalha leve
Aérea
Penetrando casas pátios
Pulmões poluídos por cigarros e tantos fumos outros fuligem
Escapa contudo quando quase tocada
Desses passos verso livre
A timidez ante a face do pecado
E transpira veias velas abertas
Em portos à beira mar
À calma desses olhos luz

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