O Caçador

Para Fenris Khefferos

Nada diante dos olhos
A noite como véu cobria
Cores carros vida
Carinho de mão amiga
E beijos de jovens moças
Tudo fora do eixo
Movia-se no sentir
No ressentir tantas ausências
Das surras risos de homem
Os de mulher lhe feriam os ouvidos
A turma seguia patrulhando as ruas
Mocinhos e bandidos
Horda de infantes bárbaros
Marchando rumo ao oeste
Sioux apaches mohicans
Como uma antiga canção
Rikbatsa avá guarani
Morto com a terra
Dobrada sobre si
Vomitando sangue escuro
Sobre pés de olhos claros
Renascia vingante
Cavaleiro fantasma de olhos vermelhos
Peças negras sobre o corpo
Aço curtido couro
Coagulado
Sangue sobre os cabelos
Cobria longas distâncias
Asfálticas dissidências
À noite sob véus
Ferro e fogo
Luz nenhuma se escutava
Queimava lhe em chamas o peito
O ódio dos dias
Sangue coagulado sobre os negros
Longos cabelos
Plumas, uivos, assobios
Ceifeiro um a um caía
Das jovens dos carros dos dias
Cores não nada mais
Se cria vampiro nas tardes
De sol
Das chamas as dores no peito
Sangue coagulado sobre os cabelos
Nada diante dos olhos
Beijos de jovens cobria
O véu a vela a noite fria
Alívio das dores das vidas
Que nas chamas em seu peito
Ardiam

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