Amanhecer

As garrafas estão vazias sobre pilhas de outras garrafas
Vazias
A sala se desfaz do encanto da noite quente
Dos copos cheios de cerveja
E corpos quase nus tocando
Dois ou três outros corpos
Quase todos dormem
Do outro lado de nossas paredes
Cheiros risos cantos desconhecidos
De todos que passam debaixo
E acima dessas janelas
Os cigarros se acabando
Contam cinzeiros cheios
Verdades gritadas à noite
Que não são mais que lixo
Ao adormecer da lua

Um comentário:

  1. Uma verdadeira alvorada voraz. Gostei amigo.

    apoesiaestamorrendo.blogspot.com.

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