Das horas da noite

Perseguem os ponteiros
O que lhes é pedido
Atrás uns dos outros
Seguem os bezerros
Do pasto ao matadouro

O mato cresce alto
De cima para baixo
Caem os cabelos
E o inalcançável é atingido
Uma vez a cada volta
Vinte e quatro a cada dia

Onde tá que não vi?
Passou...
Rápido como capricho de criança
Como amor de moço
Com a própria infância

Morrem os amigos
Morremos com eles a cada dia
Trabalhado ou não
A cada noite...
Melhor estar de olhos abertos
Pra nem ver tempo passar
Com beijo, lua e poesia

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