Viagem

Caia na estrada
Sempre que puder
A passagem é um dedo
Esticado como a faixa
Que separa os que vão
Dos que vão pro outro lado

Caia na estrada
De mochila, leve
A cabeça fria
E o olhar sedento
De luz vida poesia
A qualquer distância

Em qualquer casa um abrigo
Pros tempos tempos de chuva
E um cobertor a mais
Naquela dose de cana
E vilas
E vidas
E sorridos tantos

A passagem é um dedo esticado
Como a faixa que separa
Aqueles que vão
Dos que vão pro outro lado
Mas não ande na linha
Que o trem passa
Por cima

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