Espalhadas sobre a mesa
Folhas secas de um final de abril
Letras antigas para serem lidas
Línguas estranhas
Que não são as minhas

Espesso e frio
Sigo o texto lido
Que tipifica pensamentos vivos
Mortificando o saber dos leigos
Esteriliza dos espertos
O cio

Deduzo a indução do método
Em um cogito incompreensível
Condensando sobre meus olhos
A sólida liquidez do vidro
Fluído como a água em gelo
Formato meu saber
Escrito
Você me passa um sabão
Eu prato sujo
Cuspido após o uso
Não me faço descartável
Espero do teu ventre
A inquietude da fome
E assim retorno à mesa
Para tua próxima refeição