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Os carros correm velozes pelas voláteis avenidas
Lua não se percebe
Tampouco cantos, campos de corujas
O sopro da brisa ou qualquer coisa assim
Que tocam os sentidos d’alma
Pisei em todos os versos escritos em nossa pele
E as margaridas dos canteiros da cidade
Se cansaram de queimar ao sol

Comprei jornais, cigarros
Competi para a manutenção da sociedade civil
Gozei ofícios, cédulas, promoções
Risos de criança não mais
E sem tentar nadar os mares de Anchieta
Morri em ruas sem beira-mar
Calçadas de Jardim da Penha

Confabulei revoluções,
Noites de amor ao som de Gardel
Cervejas e xotes em Campina Grande
Mas ser poeta custa gotas de sangue e álcool
Luas, corujas e cabelos ao vento
Mas quem há de querer isso?
Se amanhã os ponteiros me tomam às seis da manhã
Melhor que agora eu volte à minha caixa de realidades
Para arrancar essa camisa ainda suja de poesia

Cosas Otras

a la ciudad de La Paz y mis amigos paceños!

Aún guardas estas nuestras cosas otras
En piezas desnudas
Donde nunca estás
Y bebes todas las noches
En los boliches de las calles
De San Pedro o otro bario
Lejos de mi pequeña isla
O de la Católica
Porque tienes alas
En los pies
Y sueños
Y versos que no son tuyus
Mientras llévalos contigo
En los risos de sus pelos
Y en la mirada, celosa
Orientando las curvas
De las calles de Chuquiago
Pues el viaje és siempre lo mismo
Sonrisas y lloro
Llegadas y partidas
Y otrora no tenías
Nada más que agora tienes
Los bolsillos vacíos
y estas nuestras cosas otras